terça-feira, 10 de maio de 2016

LITERARTE

Centro Cultural Adauto Fernandes

Alunos das 8ªs séries participaram da Gincana Literária no Centro Cultural Adauto Fernandes no dia 27.04.2016. Na oportunidade foram trabalhados os  livros Vidas Secas e Laços de Família. Participamos de provas que abordavam os livros estudados. Este momento foi muito rico, possibilitando um conhecimento da Literatura. Nossa colocação foi o 3º lugar, recebemos medalhas! Obrigado a todos que fazem parte da escola José Aluízio Vilela, principalmente os professores Micheline e Alexsandro, grandes incentivadores da participação dos alunos! 

Projeto de Leitura


1ª ação realizada do Projeto de Leitura dos anos iniciais, com o tema "De Leitura em Leitura Aprendendo Cidadania", onde foram desenvolvidas atividades a partir de obras literárias (dramatização de contos infantis, declamação de poemas, peças teatrais), incluindo adaptação de textos dramatizados de conscientização a conservação do Patrimônio Público Escolar.


sexta-feira, 29 de abril de 2016

O papel da horta na escola

Espaço que será destinado a horta da escola José Aluízio Vilela


       A Horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas. Além disso, o seu preparo oferece várias vantagens para a comunidade. Dentre elas, proporciona uma grande variedade de alimentos a baixo custo, no lanche das crianças, permite que toda a comunidade tenha acesso a essa variedade de alimentos por doação ou compra e também se envolva nos programas de alimentação e saúde desenvolvidos na escola. Portanto, o consumo de hortaliças cultivadas em pequenas hortas auxilia na promoção da saúde. 

       Há várias atividades que podem ser utilizadas na escola com o auxílio de uma horta onde o professor relaciona diferentes conteúdos e coloca em prática a interdisciplinaridade 4 com os seus alunos. A matemática pode ser um exemplo com o estudo das diferentes formas dos alimentos cultivados, além disso, o estudo do crescimento e desenvolvimento dos vegetais pode ser associado com o próprio desenvolvimento. Isto é, a importância da terra ter todos os nutrientes para que a semente se desenvolva em todo o seu potencial, livre de qualquer doença. Essas atividades também asseguram que a criança e a escola resgatem a cultura alimentar brasileira e, consequentemente, estilos de vida mais saudáveis. 

        Ainda em relação a cultura alimentar, destaca-se que no Brasil, cada região apresenta uma cultura com características diferentes e isso está diretamente relacionado com seus hábitos alimentares. A vasta quantidade de frutas e hortaliças garante uma variedade de cores, formas, cheiros e nutrientes importantes para a qualidade da alimentação. Por exemplo, na Região Norte, há consumo de chicória, coentro e mandioca, enquanto que na Região Centro-oeste, o consumo é de tubérculos como cará e guariroba (Ministério da Saúde, 2000). Assim, a horta também assume um papel importante no resgate da cultura alimentar de cada região.

via ministério da saúde 

CONSTRUÇÃO DE UM TERRÁRIO


O Terrário é a representação de um ecossistema natural, que é o conjunto de fatores bióticos e abióticos que se encontra em uma determinada região. Por isto, a elaboração de atividades como esta contribui para fortalecer uma Educação do Campo nas suas especificidades, no seu contexto cultural e natural. O Terrário é um instrumento para tornar o Ensino de Ciências mais criativo, dinâmico, possibilitando aos discentes, através de observações e análise, construírem seu conhecimento. Essa atividade torna o professor um orientador, auxiliando os discentes a observar e pesquisar, investigar e construir sua própria conclusão sobre o assunto Terrário.(MOURA, 2015.p.01)


A abordagem dos conhecimentos por meio de definições e classificações estanques que devem ser decoradas pelo estudante contraria as principais concepções de aprendizagem (…). Quando há aprendizagem significativa, a memorização de conteúdos debatidos e compreendidos pelo estudante é completamente diferente daquela que se reduz à mera repetição automática de textos cobrada em situação de prova (BRASIL, 1998, p. 26).

Como fazer

1. Corte a garrafa pet



Apesar de ser um projeto fácil e que as crianças podem fazer, ter a ajuda de um adulto é importante. Principalmente nesta parte: marque 4 cm na parte inferior da garrafa pet e corte a garrafa em dois com uma faca, um x-ato artesanal ou uma tesoura. A parte inferior será onde a sua floresta ficará plantada e na parte superior será a capa do terrário.

2. Construa as camadas para as plantas

Adicione um pouco de pequenas pedras na parte inferior da garrafa.
Adicione uma única camada de carvão activado. Este irá filtrar a água.
Adicione uma camada de cascas de pistachio ou pequenas conchas do mar.
Adicione a terra – o suficiente para fique cerca de 1 cm ainda de espaço até ao limite da parte inferior da garrafa.


3. Plante a sua floresta tropical

Plante as mais minúsculas plantas tropicais que você pode encontrar. Mini Palmeiras e samambaias são perfeitos. Adicione o musgo fresco na parte superior do solo.

Coloque um pequeno animal de brinquedo, que possa viver nas floresta tropicais. Está é uma boa maneira de incentivar as crianças a fazerem essa pesquisa.

4. Adicione os retoques finais

Molhe levemente o seu terrário. Coloque a tampa na parte superior. Coloque o seu terrário em um local onde ele vai receber indiretamente a de luz solar.

Nota: Não há necessidade de regar a sua floresta tropical no futuro. A umidade vai se formar no interior do seu terrário e nas plantas. Essa umidade vai escorrer para baixo e regar o solo.

Via mortadela pequenas ideias

AULA EM LABORATÓRIO

          Aula realizada com alunos da escola Jose Aluízio Vilela, no laboratório da Escola Pedro Joaquim de Jesus.


         As atividades práticas não devem se limitar a nomeações e manipulações de vidrarias e reagentes, sendo fundamental que se garanta o espaço de reflexão, desenvolvimento e construção de ideias, ao lado de conhecimentos de procedimentos e atitudes. O planejamento das atividades práticas deve ser acompanhado por uma profunda reflexão não apenas sobre sua 117 pertinência pedagógica, como também sobre os riscos reais ou potenciais à integridade física dos estudantes. (Brasil, 1998) Para Capelleto (1992), permitir que o próprio aluno raciocine e realize as diversas etapas da investigação científica (incluindo, até onde for possível, a descoberta) é a finalidade primordial de uma aula de laboratório. Daí a importância da problematização, que é essencial para que os estudantes sejam guiados em suas observações. Quando o professor ouve os estudantes, sabe quais suas interpretações e como podem ser instigados a olhar de outro modo para o objeto em estudo (Brasil, 1998).



          As aulas de laboratório podem, assim, funcionar como um contraponto das aulas teóricas, como um poderoso catalisador no processo de aquisição de novos conhecimentos, pois a vivência de uma certa experiência facilita a fixação do conteúdo a ela relacionado, descartando-se a ideia de que as atividades experimentais devem servir somente para a ilustração da teoria (Capeletto, 1992).Essa concepção de aula prática com caráter meramente ilustrativo materializase numa seqüência de procedimentos em que o professor, depois de expor e apresentar uma “teoria”, conduz seus alunos ao laboratório, para que eles possam “confirmar” na prática a verdade daquilo que lhes foi ensinado, limitando ao ensino experimental o papel de um recurso auxiliar, capaz de assegurar uma transmissão eficaz de conhecimento científico (Lima et al, 1999), o que segue a perspectiva verificacionista/demonstrativista citada por Arruda e Laburú (1998) e Moraes (1998).



     



             A ideia de uma postura experimental está ligada à exploração do novo e à incerteza de se alcançar o sucesso nos resultados da pesquisa e também às ideias de ação e de contato com o fenômeno estudado e é comumente considerada como sinônimo de método científico (Fracalanza et al, 1986), e não deve ser confundida com o conjunto de objetivos e métodos do ensino de Ciências Naturais. Do ponto de vista dos autores dos Parâmetros Curriculares Nacionais, o simples fazer não significa necessariamente construir conhecimento e aprender ciência (Brasil, 1998).

domingo, 3 de abril de 2016

VISITA AO VIVEIRO DE MUDAS E A RESERVA MADEIRA

            

Viveiro de mudas
        

       A observação de aulas de Ciências e Biologia revela que o professor fala, ocupado, com preleções, cerca de 85% do tempo. Os 15% restantes são preenchidos por períodos de confusão e silêncio e pela fala dos estudantes que na maior parte das vezes consiste em pedidos de esclarecimento sobre as tarefas que devem executar. Uma mudança que se impõe é a substituição de aulas expositivas por aulas em que se estimule a discussão de ideias, intensificando a participação dos alunos, por meio de comunicação oral, escrita ou visual (KRASILCHIK, 2008).
            Mas, “como ensinar sobre coisas vivas utilizando objetos tão inanimados como a palavra e o giz?” (MACHADO, 1996 apud LOPES e ALLAIN, 2001, p. 1)

Reserva madeira
 
            De acordo com Krasilchik (2008) o quadro-negro, um recurso inestimável, é cada vez menos e mais ineptamente usado. Em certas aulas, é colocado antecipadamente na lousa todo o esquema da aula que vai ser seguido pelo professor. Além desse problema, os alunos apontam outro que dificulta a utilização plenamente satisfatória do quadro-negro pelo professor de ciências e biologia: os desenhos são malfeitos, confusos e pequenos demais para serem vistos por todos.
       Por isso é tão importante fazer com que o aluno tenha contato com o ambiente que está estudando, sempre que for possível. A compreensão do conteúdo aumenta, e se tem uma aprendizagem de fato.

Viveiro de mudas 

         Essa visita realizou-se na reserva florestal Fazenda Madeiras. A referida reserva possui uma área de 124,52 ha e está localizada no município de Junqueiro. Foi criada pela Portaria n° 08/2010, com objetivo de preservação integral do meio natural, sendo vedadas todas as interferências sobre esse ecossistema e tem como principal bioma a Mata Atlântica, a qual se encontra em bom estado de conservação. Sua configuração se compõe de um fragmento de vegetação secundária de mata atlântica com área de 124,52ha, em terreno acidentado (IMA, 2015).

domingo, 27 de março de 2016

JOSE ALUIZIO VILELA EMEF - ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL (ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL)


ETAPAS DE ENSINO
segundo dados do Censo/2014
  • Ensino Fundamental
    • Ensino Fundamental
  • Educação de Jovens e Adultos - Supletivo
    • Ensino Fundamental - Supletivo
INFRAESTRUTURA
segundo dados do Censo/2014
  • Água filtrada
  • Água da rede pública
  • Água de cacimba
  • Energia da rede pública
  • Fossa
  • Lixo destinado à coleta periódica
  • Acesso à Internet
  • Banda larga
DEPENDÊNCIAS
segundo dados do Censo/2014
  • 15 de 10 salas de aulas utilizadas
  • 84 funcionários
  • Sala de diretoria
  • Sala de professores
  • Laboratório de informática
  • Sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE)
  • Quadra de esportes descoberta
  • Alimentação escolar para os alunos
  • Cozinha
  • Biblioteca
  • Sala de leitura
  • Banheiro dentro do prédio
  • Banheiro adequado à alunos com deficiência ou mobilidade reduzida
  • Sala de secretaria
  • Banheiro com chuveiro
  • Despensa
  • Almoxarifado
  • Pátio coberto
  • Pátio descoberto
  • Lavanderia
EQUIPAMENTOS
segundo dados do Censo/2014
  • 5 computadores administrativos
  • 22 computadores para alunos
  • 2 TVs
  • 1 copiadora
  • 2 equipamentos de som
  • 7 impressoras
  • 1 equipamento de multimídia
  • TV
  • Videocassete
  • DVD
  • Antena parabólica
  • Copiadora
  • Retroprojetor
  • Impressora
  • Aparelho de som
  • Projetor multimídia (datashow)
  • Câmera fotográfica/filmadora
Telefone   (82) 3543-3287

LÍNGUA INGLESA



Com uma história de cerca de 1500 anos, a língua inglesa tem sua origem e evolução em três períodos distintos:

Old English - a primeira forma do idioma, em voga entre os séculos V e XI
Middle English - seu desenvolvimento médio, do séculos XI ao XVI
Modern English - a forma moderna do idioma, do século XVI aos dias atuais
O inglês surge com os idiomas falados pelos povos germanos que a partir do século V ocupam a atual Inglaterra, com destaque para os Anglos e os Saxões. O idioma que começou a nascer nas ilhas britânicas a partir de então recebe o nome de "Old English", "Anglo-Saxão" ou ainda "Englisc" no original, significando "língua dos anglos".

O vocabulário da língua irá evoluir gradualmente, e com a introdução do cristianismo ocorre a primeira influência de palavras do latim e do grego. Mais tarde, invasores escandinavos que falavam o nórdico antigo (old norse, língua que provavelmente assemelhava-se ao dialeto falado pelos povos anglo-saxões) também irá influenciar o inglês. O Old English é uma língua preservada em diferentes fontes, como inscrições rúnicas, traduções bíblicas complexas e fragmentos diversos.

A maior diferença entre o Old e Middle English está na gramática, especificamente, no campo sintático e no campo analítico. Acredita-se que o estágio seguinte da língua, o Middle English inicia-se com a batalha de Hastings, em 1066, onde o rei William o conquistador derrotou o exército dos anglo-saxões e impôs suas leis, seu sistema de governo e sua língua, a francesa. Desse modo, novas palavras são incorporadas à língua falada pelas pessoas comuns, isto é, por servos e escravos. Mais tarde, muitos dos novos termos passaram a ser usados na corte e no militarismo adquirindo, portanto, um elevado status social.

Já o inglês moderno, como conhecido pela obra de William Shakespeare, em geral é datado a partir de 1550, quando a Grã-Bretanha se tornou um império colonial, espalhando-se por todos os continentes.

Em geral, a diferença entre o Old e o Modern English está na forma escrita, na pronúncia, no vocabulário e na gramática. Comparado ao inglês moderno, o Old English é uma língua quase irreconhecível, tanto na pronúncia, quanto no vocabulário e na gramática. Para um falante nativo de inglês moderno, das 54 palavras do Pai Nosso, menos de 15% são reconhecíveis na escrita, e provavelmente nada seria reconhecido ao ser pronunciado. Em outro exemplo, a palavra "stãn" corresponde a "stone" no inglês atual.


Tamanha diferença entre a forma inicial do inglês e a sua configuração atual é explicada por 1500 anos de evolução, na qual o inglês sofreu influência de outras línguas, entre elas o celta, o latim e o francês. Isso sem mencionar o vocabulário acumulado das mais diversas línguas de todo o globo, com a expansão que teve o Império Britânico no século XIX e a posterior expansão dos Estados Unidos.

GEOGRAFIA



A Geografia é a ciência que se preocupa em compreender os aspectos e as dinâmicas do espaço geográfico, bem como a forma que ele transforma e é transformado pelas atividades humanas em âmbito sociocultural, ambiental, econômico, político, entre outros.

O espaço geográfico, mais do que simplesmente um mero palco onde se estabelece a ação humana, é também um ator constitutivo e constituído por ela. Ele revela as dinâmicas sociais nos mais diversos âmbitos, tanto nas expressões de suas paisagens quanto no caráter dinâmico de seus territórios, além das compreensões sobre os diferentes lugares.

A presente seção foi elaborada no sentido de agrupar alguns temas gerais da Geografia, caracterizados por possuírem uma ampla dimensão em termos temáticos e de escala. São questões que costumam apresentar um alto grau de interdisciplinaridade e envolver múltiplas relações entre os diversos ramos do saber geográfico, integrando o meio físico, o humano, o global e o regional.

Dessa forma, esperamos, com essa seção, oportunizar uma cadeia de aprendizagem calcada nas dinâmicas sociais e envolvendo as múltiplas formas de conhecimento, oportunizando a emergência de um espaço de estudos a fim de aprimorar saberes e debater ideias.

Confira os nossos textos!


Por Rodolfo Alves Pena

Graduado em Geografia

HISTÓRIA



A História é a ciência que estuda as ações de homens e mulheres no tempo e no espaço. Criada na tradição ocidental entre os gregos, a História conheceu diferentes formas de definição ao longo dos séculos.

De um amontoado de narrativas difusas, o processo de pesquisa e investigação historiográfica passou a ser realizado através de métodos mais bem definidos, garantindo um caráter científico a essa área do conhecimento humano.

No âmbito da influência cultural dos povos que habitam o continente europeu, a História é dividida entre Pré-História e História. A primeira divisão refere-se ao período em que os seres humanos ainda não conheciam a escrita, o que leva a afirmar, nessa perspectiva, que a História só existe com a escrita.

Mas essa é uma visão criada pelos povos do continente europeu, já que existem outros povos que não desenvolveram a escrita, mas que tiveram história, de acordo com a definição exposta no início deste texto. As formas de narrar os eventos passados e as ações humanas para esses povos são feitas de forma oral, o que não quer dizer que não haja História.

Com o passar do tempo, novos objetos de estudo foram sendo incorporados ao estudo da história, ampliando e muito a área de atuação do historiador. Nesta seção de História do Brasil Escola, o leitor encontrará textos que contemplem, de forma geral, esses objetos de estudo da disciplina.


Por Tales Pinto

Mestre em História

CIÊNCIAS



O ensino das ciências, sem dúvida, é aquele que desperta mais interesse e prazer de estudo na maioria dos alunos. Mas o curioso é que as ciências não despertam os mesmos sentimentos em grande parte dos professores das séries iniciais. O motivo pode estar nos currículos escolares, que incluem pouca programação para a área científica, ou nos currículos dos professores, que pouco trazem de conhecimentos desta área para ensinar.

Numa época em que tanto lamentamos e condenamos o desrespeito ao meio ambiente e enfatizamos a volta de hábitos de vida mais simples e naturais, é possível introduzir atividades que, se bem conduzidas, desenvolvam o sentimento de respeito à natureza em todas as suas formas e manifestações.

Para tanto, surge a necessidade de quebrar este círculo vicioso: para trabalhar os temas das ciências, não basta ter motivação dos alunos, o professor também deve estar motivado. Ele pode partir de indagações feitas a respeito do ambiente e da própria natureza, pois o que se exige de quem vai aprender ciências é percorrer os caminhos já traçados pelas descobertas – observando, associando, expressando, questionando.

Desta forma, o ensino das ciências segue alguns procedimentos metodológicos adequados, os quais seriam: observação, experimentação, solução de problemas, unidades de trabalho, discussões, leituras e método científico propriamente dito.

E, nas atividades propostas, é fundamental que os alunos sejam objetivamente levados a estabelecer relação de causa e efeito; comparação entre fatos e situações; e interpretação de dados, resultados, gráficos a partir das informações exploradas.

Nessa perspectiva, o professor pode, por exemplo, aproveitar a curiosidade dos alunos sobre os temas das ciências e trabalhar de maneira criativa, diferente da rotina apresentada em textos didáticos, que apresentam prontas as indagações e associações.

O mais importante, no entanto, é saber dosar a quantidade e a qualidade de informações e evitar temas que não se relacionem com a vida e seus interesses e nem permitam suas utilizações em exercícios de raciocínio mais amplo.

Contudo, fica a cargo do professor encontrar a medida ideal e trabalhar com seus alunos o ensino das ciências num processo de ajustes contínuos ao longo de sua experiência docente.

Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia

Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL

MATEMÁTICA



A Matemática é uma ciência que relaciona o entendimento coerente e pensativo com situações práticas habituais. Ela compreende uma constante busca pela veracidade dos fatos através de técnicas precisas e exatas. Ao longo da história, a Matemática foi sendo construída e aperfeiçoada, organizada em teorias válidas e utilizadas atualmente.
Ela prossegue em sua constante evolução, investigando novas situações e estabelecendo relações com os acontecimentos cotidianos.

É considerada uma das ciências mais aplicadas em nosso cotidiano. Um simples olhar ao nosso redor e notamos a sua presença nas formas, nos contornos, nas medidas. As operações básicas são utilizadas constantemente, e os cálculos mais complexos são concluídos de forma prática e adequada de acordo com os princípios matemáticos postulados.

Possui uma estreita relação com as outras ciências, que buscam nos fundamentos matemáticos explicações práticas para suas teorias. Dizemos que a Matemática é a ciência das ciências.
Determinados assuntos ligados à Química, Física, Biologia, Administração, Contabilidade, Economia, Finanças, entre outras áreas de ensino e pesquisa, utilizam das bases matemáticas para estabelecerem resultados concretos e objetivos.

Atualmente a Matemática é subdividida, dessa forma constatou-se que ficaria mais fácil o seu aprendizado. Podemos organizá-la da seguinte forma:

Aritmética
Álgebra:
Conjuntos Numéricos
Equações
Equações Algébricas
Funções
Sistemas Lineares
Progressões
Análise Combinatória
Probabilidade e Estatística
Matemática Financeira
Trigonometria
Geometria Plana
Geometria Espacial
Geometria Analítica
Cálculos


Por Marcos Noé

Graduado em Matemática

LÍNGUA PORTUGUESA




A língua portuguesa é um sistema de diferentes formas e significados e de seus entrelaçamentos. Por esse motivo é sistematizada em três modos de análise de elementos que a compõe:

 • Morfologia: é parte da língua que estuda os morfemas, ou seja, tudo que nos diz sobre gênero e número dos substantivos; tempo, modo, número e pessoa de um verbo e classe gramatical.

• Sintaxe: é a parte da língua que estuda o modo como o falante transmite a informação, a maneira com que organiza e relaciona as palavras em uma oração.

• Semântica: é a parte da língua que estuda o significado das palavras, os sentidos que elas podem tomar de acordo com o contexto.

Mas, o que vem a ser língua? A língua, primeiramente, nos remete a um órgão do corpo que é usado na comunicação, e é a partir daí que começamos a entender que o idioma escrito hoje foi, um dia, apenas falado. A partir desse princípio de fala, nós definimos língua como o conjunto de letras que formam palavras com sentidos diversos. E a relação dessas palavras e suas significações nós chamamos de sistema. Logo, a língua é um sistema, ou seja, um conjunto de elementos que relacionam entre si e formam um significado.

Nossa língua recebe adjetivação de “portuguesa” porque veio de Portugal, colonizador do Brasil. Porém, o português de Portugal não permaneceu em sua colônia de maneira pura e simples, mas recebeu uma conotação abrasileirada e, por isso, falamos do português do Brasil. No entanto, não só o Brasil foi colonizado pelos portugueses e fala o português, mas também outros países: Ilha da Madeira, Arquipélago dos Açores, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Como vimos, a língua, acima de tudo, é um código social, um acordo de letras, que em combinações entre si adquirem significado para um determinado grupo social. Contudo, há uma convenção linguística, a qual permanece em uma sociedade para que a comunicação possa existir entre os falantes. Porém, não quer dizer que todo indivíduo vai escrever e falar da mesma maneira, já que cada um tem a sua particularidade e um objetivo ao se comunicar.

Há distinção ainda entre norma culta e coloquial: a primeira é estabelecida pela obediência a normas e regras da comunicação, enquanto a segunda nos remete àquela mais próxima da fala. Por isso, há o estudo da gramática da língua portuguesa, que é a averiguação da correspondência entre o que se fala ou escreve e as normas ou leis vigentes para o uso da comunicação de forma culta, polida.



Por Sabrina Vilarinho

Graduada em Letras

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Encontro Pedagógico



Encontro Pedagógico bastante produtivo. Professora Claudineide (sala de recursos) interage no horário de departamento com professores do Ens. Fund. II , apresentando-os os materiais pedagógicos que a sala disponibiliza para serem utilizados com alunos especiais nas aulas.





 Os professores também tiveram acesso a parte do acervo pedagógico que a escola disponibiliza, e assim promover diversificação na didática pedagógica.

Realizado na última quarta-feira (24/02) horário noturno.

O Aedes aegypti



O Mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.

Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem também durante a noite.

O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ZIKA VÍRUS ESTÁ MAIS EFICIENTE PARA INFECTAR

Durante o caminho que percorreu do continente africano até a América – passando pela Ásia e cruzando o oceano Pacífico –, o Zika vírus (ZIKV) passou por um processo de adaptação ao organismo humano, adquirindo certas características genéticas que tornaram cada vez mais eficiente sua replicação nas células do novo hospedeiro.
A conclusão é de um estudo divulgado no site bioRxiv (pronuncia-se "bio-archive") por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Institut Pasteur de Dakar, no Senegal, que chamam a esse processo adaptativo do vírus de “processo de humanização”.
"O ZIKV é um agente zoonótico africano que infecta principalmente macacos e mosquitos. Estudos anteriores sugerem que teriam ocorrido casos esporádicos de infecção em humanos no passado e o vírus teria saído da África por volta da segunda metade do século 20. Em 2007 ele causou um primeiro surto em humanos e parece ter havido um processo concomitante de adaptação pelo qual o código genético do vírus passou a mimetizar os genes humanos mais expressos para produzir em maior quantidade proteínas que tornam eficiente sua replicação no novo hospedeiro”, contou Paolo Marinho de Andrade Zanotto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e coautor do artigo.
Entre os genes que o ZIKV passou a mimetizar de forma mais evidente destaca-se o da proteína NS1, cujo papel é modular a interação entre o vírus e o sistema imunológico humano.
“A NS1, produzida em grande quantidade, funciona como um sistema de camuflagem para flavivírus, como o vírus da dengue, de quem o ZIKV é o parente mais próximo. Ela deixa o sistema imunológico desorientado. É o mesmo princípio usado por aviões de guerra ao liberar pequenos fogos para despistar os mísseis guiados pelo calor da turbina”, explicou Zanotto.
Os resultados da pesquisa mostram ainda que o chamado “valor adaptativo” da espécie (fitness) – que é capacidade de sobreviver e gerar uma progênie também capaz de sobreviver e de se reproduzir – cai drasticamente por volta do ano 2000, quando estaria ocorrendo forte seleção possivelmente associada ao processo de tráfego entre espécies.
A partir desse ponto, o fitness do Zika vírus passa a crescer exponencialmente. Os gráficos do artigo sugerem que o patógeno já se tornou tão (ou mais) eficiente para sobreviver e se reproduzir em humanos quanto era antes em macacos.
A investigação foi conduzida com apoio da FAPESP durante o doutorado de Caio César de Melo Freire, sob a orientação de Zanotto.
O grupo analisou dados de 17 sequenciamentos completos do genoma viral – que continham informação sobre o ano e o local em que o vírus foi isolado – depositados no GenBank, um banco público mantido pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI), nos Estados Unidos.
Com base nessas análises e também em um trabalho anterior do grupo, publicado em 2014 na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, foi possível determinar o caminho percorrido pelas linhagens africanas e asiáticas e também as alterações genéticas sofridas no percurso.
Conforme explicam os autores no artigo mais recente, a linhagem africana ainda infecta predominantemente macacos e mosquitos do gênero Aedes.
Já a linhagem asiática está se espalhando por meio de uma cadeia de transmissão entre humanos nas ilhas do Pacífico e na América do Sul.
Além da picada do mosquito, os cientistas apontam as relações sexuais e as infecções perinatais como rotas alternativas de transmissão.
Mundo em alerta
O primeiro surto significativo conhecido em humanos, causado pela linhagem asiática em 2007, ocorreu nos Estados Federados da Micronésia.
Entre 2013 e 2014 o vírus emergiu novamente e causou uma significante epidemia na Polinésia Francesa, espalhando-se pela Oceania e chegando à América pela Ilha de Páscoa, no Chile, em 2014.
Agora, em 2015, já foi reportado em pelo menos 14 estados brasileiros, a maioria na Região Nordeste, e também em outros países da América do Sul.
“As análises feitas com base em dados genéticos sugerem que o vírus está se tornando mais eficiente para produzir suas proteínas em humanos, mas agora precisamos confirmar essa hipótese com ensaios in vitro, colocando linhagens africanas e asiáticas em culturas de células humanas para estabelecer comparações”, comentou Zanotto.
O pesquisador também está organizando uma parceria com cerca de 25 laboratórios de diferentes regiões do Estado de São Paulo para monitorar como está sendo o espalhamento do vírus na região.
Várias unidades dessa rede vão trabalhar diretamente na questão das malformações cerebrais congênitas em associação com serviços de neonatologia.
“Estamos ajustando protocolos comuns para identificar, caracterizar e isolar o vírus. Dada a experiência de nossos colegas na África, o isolamento do vírus em humanos pode apresentar problemas e provavelmente teremos de isolar também de mosquitos. Também pretendemos somar esforços no desenvolvimento da expressão de proteínas virais para facilitar a detecção da doença e estamos articulando ações conjuntas e trocando informações diariamente grupos internacionais. Será uma tarefa pesada, mas não temos outra opção, uma vez que o vírus parece de fato estar envolvido nos casos de microcefalia”, disse Zanotto.
Na última terça-feira (01/12), a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta mundial reconhecendo a relação entre a epidemia de Zika vírus e o crescimento dos casos de microcefalia e da síndrome Guillain-Barré no Brasil.
No documento, a OMS recomendou que seus mais de 140 países-membros reforcem a vigilância para o eventual crescimento de infecções, sugeriu o isolamento dos pacientes e disse para as nações ficarem atentas à necessidade de se ampliar o atendimento de serviços neurológicos e de cuidados específicos a recém-nascidos.
“Recebemos de nossos colegas do Institut Pasteur, há alguns dias uma notificação do Serviço de Vigilância Sanitária em Papeete, na Polinésia Francesa, dizendo que após reavaliar os dados relacionados a crianças gestadas durante o surto local de ZIKV em 2014 e 2015 foram encontrados 12 casos de mulheres que tiveram filhos com complicações neurológicas sérias. Destas, quatro foram testadas e apresentaram anticorpos contra ZIKV, mas nehuma manifestou sintomas da doença durante a gravidez”, contou Zanotto.
De acordo com o pesquisador, é preciso investigar se há uma interação entre o vírus da dengue e o ZIKV no desenvolvimento da microcefalia.
“É possível que o vírus da dengue – por ser muito comum nessas regiões – seja apenas um fator de confusão”, avaliou.
Além de causar sintomas parecidos, explicou Zanotto, os vírus da dengue e Zika são muitos próximos filogeneticamente.
No estudo mais recente, o grupo mostrou que ambos compartilham pedaços da proteína NS1 considerados epítopos, ou seja, que são capazes de serem reconhecidos pelos anticorpos humanos.
“Como os dados desse estudo são de grande relevância mundial optamos por torná-los público imediatamente por meio desse arquivo público on-line. Agora pretendemos submetê-lo para revistas científicas”, contou Zanotto.


Fonte exame