Aula realizada com alunos da escola Jose Aluízio Vilela, no laboratório da Escola Pedro Joaquim de Jesus.
As atividades práticas
não devem se limitar a nomeações e manipulações de vidrarias e reagentes, sendo
fundamental que se garanta o espaço de reflexão, desenvolvimento e construção
de ideias, ao lado de conhecimentos de procedimentos e atitudes. O planejamento
das atividades práticas deve ser acompanhado por uma profunda reflexão não
apenas sobre sua 117 pertinência pedagógica, como também sobre os riscos reais
ou potenciais à integridade física dos estudantes. (Brasil, 1998) Para
Capelleto (1992), permitir que o próprio aluno raciocine e realize as diversas
etapas da investigação científica (incluindo, até onde for possível, a
descoberta) é a finalidade primordial de uma aula de laboratório. Daí a
importância da problematização, que é essencial para que os estudantes sejam
guiados em suas observações. Quando o professor ouve os estudantes, sabe quais
suas interpretações e como podem ser instigados a olhar de outro modo para o
objeto em estudo (Brasil, 1998).
As aulas de laboratório
podem, assim, funcionar como um contraponto das aulas teóricas, como um poderoso
catalisador no processo de aquisição de novos conhecimentos, pois a vivência de
uma certa experiência facilita a fixação do conteúdo a ela relacionado,
descartando-se a ideia de que as atividades experimentais devem servir somente
para a ilustração da teoria (Capeletto, 1992).Essa concepção de aula prática
com caráter meramente ilustrativo materializase numa seqüência de procedimentos
em que o professor, depois de expor e apresentar uma “teoria”, conduz seus
alunos ao laboratório, para que eles possam “confirmar” na prática a verdade
daquilo que lhes foi ensinado, limitando ao ensino experimental o papel de um
recurso auxiliar, capaz de assegurar uma transmissão eficaz de conhecimento
científico (Lima et al, 1999), o que segue a perspectiva verificacionista/demonstrativista
citada por Arruda e Laburú (1998) e Moraes (1998).
A ideia de uma postura
experimental está ligada à exploração do novo e à incerteza de se alcançar o
sucesso nos resultados da pesquisa e também às ideias de ação e de contato com
o fenômeno estudado e é comumente considerada como sinônimo de método
científico (Fracalanza et al, 1986), e não deve ser confundida com o conjunto
de objetivos e métodos do ensino de Ciências Naturais. Do ponto de vista dos
autores dos Parâmetros Curriculares Nacionais, o simples fazer não significa
necessariamente construir conhecimento e aprender ciência (Brasil, 1998).






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