sexta-feira, 29 de abril de 2016

O papel da horta na escola

Espaço que será destinado a horta da escola José Aluízio Vilela


       A Horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas. Além disso, o seu preparo oferece várias vantagens para a comunidade. Dentre elas, proporciona uma grande variedade de alimentos a baixo custo, no lanche das crianças, permite que toda a comunidade tenha acesso a essa variedade de alimentos por doação ou compra e também se envolva nos programas de alimentação e saúde desenvolvidos na escola. Portanto, o consumo de hortaliças cultivadas em pequenas hortas auxilia na promoção da saúde. 

       Há várias atividades que podem ser utilizadas na escola com o auxílio de uma horta onde o professor relaciona diferentes conteúdos e coloca em prática a interdisciplinaridade 4 com os seus alunos. A matemática pode ser um exemplo com o estudo das diferentes formas dos alimentos cultivados, além disso, o estudo do crescimento e desenvolvimento dos vegetais pode ser associado com o próprio desenvolvimento. Isto é, a importância da terra ter todos os nutrientes para que a semente se desenvolva em todo o seu potencial, livre de qualquer doença. Essas atividades também asseguram que a criança e a escola resgatem a cultura alimentar brasileira e, consequentemente, estilos de vida mais saudáveis. 

        Ainda em relação a cultura alimentar, destaca-se que no Brasil, cada região apresenta uma cultura com características diferentes e isso está diretamente relacionado com seus hábitos alimentares. A vasta quantidade de frutas e hortaliças garante uma variedade de cores, formas, cheiros e nutrientes importantes para a qualidade da alimentação. Por exemplo, na Região Norte, há consumo de chicória, coentro e mandioca, enquanto que na Região Centro-oeste, o consumo é de tubérculos como cará e guariroba (Ministério da Saúde, 2000). Assim, a horta também assume um papel importante no resgate da cultura alimentar de cada região.

via ministério da saúde 

CONSTRUÇÃO DE UM TERRÁRIO


O Terrário é a representação de um ecossistema natural, que é o conjunto de fatores bióticos e abióticos que se encontra em uma determinada região. Por isto, a elaboração de atividades como esta contribui para fortalecer uma Educação do Campo nas suas especificidades, no seu contexto cultural e natural. O Terrário é um instrumento para tornar o Ensino de Ciências mais criativo, dinâmico, possibilitando aos discentes, através de observações e análise, construírem seu conhecimento. Essa atividade torna o professor um orientador, auxiliando os discentes a observar e pesquisar, investigar e construir sua própria conclusão sobre o assunto Terrário.(MOURA, 2015.p.01)


A abordagem dos conhecimentos por meio de definições e classificações estanques que devem ser decoradas pelo estudante contraria as principais concepções de aprendizagem (…). Quando há aprendizagem significativa, a memorização de conteúdos debatidos e compreendidos pelo estudante é completamente diferente daquela que se reduz à mera repetição automática de textos cobrada em situação de prova (BRASIL, 1998, p. 26).

Como fazer

1. Corte a garrafa pet



Apesar de ser um projeto fácil e que as crianças podem fazer, ter a ajuda de um adulto é importante. Principalmente nesta parte: marque 4 cm na parte inferior da garrafa pet e corte a garrafa em dois com uma faca, um x-ato artesanal ou uma tesoura. A parte inferior será onde a sua floresta ficará plantada e na parte superior será a capa do terrário.

2. Construa as camadas para as plantas

Adicione um pouco de pequenas pedras na parte inferior da garrafa.
Adicione uma única camada de carvão activado. Este irá filtrar a água.
Adicione uma camada de cascas de pistachio ou pequenas conchas do mar.
Adicione a terra – o suficiente para fique cerca de 1 cm ainda de espaço até ao limite da parte inferior da garrafa.


3. Plante a sua floresta tropical

Plante as mais minúsculas plantas tropicais que você pode encontrar. Mini Palmeiras e samambaias são perfeitos. Adicione o musgo fresco na parte superior do solo.

Coloque um pequeno animal de brinquedo, que possa viver nas floresta tropicais. Está é uma boa maneira de incentivar as crianças a fazerem essa pesquisa.

4. Adicione os retoques finais

Molhe levemente o seu terrário. Coloque a tampa na parte superior. Coloque o seu terrário em um local onde ele vai receber indiretamente a de luz solar.

Nota: Não há necessidade de regar a sua floresta tropical no futuro. A umidade vai se formar no interior do seu terrário e nas plantas. Essa umidade vai escorrer para baixo e regar o solo.

Via mortadela pequenas ideias

AULA EM LABORATÓRIO

          Aula realizada com alunos da escola Jose Aluízio Vilela, no laboratório da Escola Pedro Joaquim de Jesus.


         As atividades práticas não devem se limitar a nomeações e manipulações de vidrarias e reagentes, sendo fundamental que se garanta o espaço de reflexão, desenvolvimento e construção de ideias, ao lado de conhecimentos de procedimentos e atitudes. O planejamento das atividades práticas deve ser acompanhado por uma profunda reflexão não apenas sobre sua 117 pertinência pedagógica, como também sobre os riscos reais ou potenciais à integridade física dos estudantes. (Brasil, 1998) Para Capelleto (1992), permitir que o próprio aluno raciocine e realize as diversas etapas da investigação científica (incluindo, até onde for possível, a descoberta) é a finalidade primordial de uma aula de laboratório. Daí a importância da problematização, que é essencial para que os estudantes sejam guiados em suas observações. Quando o professor ouve os estudantes, sabe quais suas interpretações e como podem ser instigados a olhar de outro modo para o objeto em estudo (Brasil, 1998).



          As aulas de laboratório podem, assim, funcionar como um contraponto das aulas teóricas, como um poderoso catalisador no processo de aquisição de novos conhecimentos, pois a vivência de uma certa experiência facilita a fixação do conteúdo a ela relacionado, descartando-se a ideia de que as atividades experimentais devem servir somente para a ilustração da teoria (Capeletto, 1992).Essa concepção de aula prática com caráter meramente ilustrativo materializase numa seqüência de procedimentos em que o professor, depois de expor e apresentar uma “teoria”, conduz seus alunos ao laboratório, para que eles possam “confirmar” na prática a verdade daquilo que lhes foi ensinado, limitando ao ensino experimental o papel de um recurso auxiliar, capaz de assegurar uma transmissão eficaz de conhecimento científico (Lima et al, 1999), o que segue a perspectiva verificacionista/demonstrativista citada por Arruda e Laburú (1998) e Moraes (1998).



     



             A ideia de uma postura experimental está ligada à exploração do novo e à incerteza de se alcançar o sucesso nos resultados da pesquisa e também às ideias de ação e de contato com o fenômeno estudado e é comumente considerada como sinônimo de método científico (Fracalanza et al, 1986), e não deve ser confundida com o conjunto de objetivos e métodos do ensino de Ciências Naturais. Do ponto de vista dos autores dos Parâmetros Curriculares Nacionais, o simples fazer não significa necessariamente construir conhecimento e aprender ciência (Brasil, 1998).

domingo, 3 de abril de 2016

VISITA AO VIVEIRO DE MUDAS E A RESERVA MADEIRA

            

Viveiro de mudas
        

       A observação de aulas de Ciências e Biologia revela que o professor fala, ocupado, com preleções, cerca de 85% do tempo. Os 15% restantes são preenchidos por períodos de confusão e silêncio e pela fala dos estudantes que na maior parte das vezes consiste em pedidos de esclarecimento sobre as tarefas que devem executar. Uma mudança que se impõe é a substituição de aulas expositivas por aulas em que se estimule a discussão de ideias, intensificando a participação dos alunos, por meio de comunicação oral, escrita ou visual (KRASILCHIK, 2008).
            Mas, “como ensinar sobre coisas vivas utilizando objetos tão inanimados como a palavra e o giz?” (MACHADO, 1996 apud LOPES e ALLAIN, 2001, p. 1)

Reserva madeira
 
            De acordo com Krasilchik (2008) o quadro-negro, um recurso inestimável, é cada vez menos e mais ineptamente usado. Em certas aulas, é colocado antecipadamente na lousa todo o esquema da aula que vai ser seguido pelo professor. Além desse problema, os alunos apontam outro que dificulta a utilização plenamente satisfatória do quadro-negro pelo professor de ciências e biologia: os desenhos são malfeitos, confusos e pequenos demais para serem vistos por todos.
       Por isso é tão importante fazer com que o aluno tenha contato com o ambiente que está estudando, sempre que for possível. A compreensão do conteúdo aumenta, e se tem uma aprendizagem de fato.

Viveiro de mudas 

         Essa visita realizou-se na reserva florestal Fazenda Madeiras. A referida reserva possui uma área de 124,52 ha e está localizada no município de Junqueiro. Foi criada pela Portaria n° 08/2010, com objetivo de preservação integral do meio natural, sendo vedadas todas as interferências sobre esse ecossistema e tem como principal bioma a Mata Atlântica, a qual se encontra em bom estado de conservação. Sua configuração se compõe de um fragmento de vegetação secundária de mata atlântica com área de 124,52ha, em terreno acidentado (IMA, 2015).